SE HOUVESSE MAIS DISCERNIMENTO POR PARTE DOS CLÉRIGOS, CONFESSIONÁRIOS ABERTOS DURANTE 24H, BEM COMO, VISITAS AO SANTÍSSIMO 24H, MAIOR PROXIMIDADE COM OS FIÉIS, E ESTIVESSEM TODOS À ALTURA DO SEU MINISTÉRIO NÃO HAVERIA TANTA DELINQUENCIA ESPIRITUAL POR PARTE DO POVO DE DEUS.
Agora, vejamos, esta hipocrisia
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O cuidado a ter perante outras tradições.
Carta aberta aos católicos.
Saudações pascais para todos: Cristo Ressuscitou! Aleluia!
Recentemente, na praia do Porto Santo, uma multidão de pessoas vestidas de branco transportava um andor com uma imagem. Não era uma imagem de Nossa Senhora, mas de uma figura feminina vestida de azul, conhecida como Iemanjá. Acompanhando o andor, muitas pessoas dirigiram-se ao mar, lançando flores e pétalas, num ambiente que lembrava uma celebração festiva. Pediam sorte e sucesso. Pediam proteção contra más energias.
Perante estas situações, é importante que nós, católicos, saibamos compreender com respeito e clareza o significado destes gestos. Iemanjá faz parte das tradições religiosas afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda, sendo considerada uma divindade ligada ao mar, à maternidade e à proteção. Para os seus devotos, é uma figura espiritual relevante, digna de honra e culto.
No entanto, a fé católica ensina-nos que a adoração é devida unicamente a Deus — Pai, Filho e Espírito Santo. Este é um ponto essencial da nossa fé. Assim, embora possamos respeitar outros credos, não podemos prestar culto ou devoção a Iemanjá como se fosse equivalente ao Deus revelado em Jesus Cristo.
Ao longo da história, especialmente no contexto brasileiro, desenvolveu-se o fenómeno do sincretismo religioso, no qual Iemanjá foi associada a Nossa Senhora. Do ponto de vista da doutrina católica, é fundamental afirmar com clareza: não se trata da mesma realidade espiritual. Não podemos, portanto, confundir Iemanjá com a Virgem Maria, Mãe de Deus.
O sincretismo, entendido como a mistura indiscriminada de crenças, pode levar à ideia errada de que “tudo é igual” ou que “todas as práticas conduzem ao mesmo fim”. Mas a fé católica chama-nos ao discernimento. Nem tudo pode ser assumido como compatível com o Evangelho.
Somos convidados a viver a nossa fé com fidelidade, evitando práticas que possam gerar confusão espiritual ou relativizar a centralidade de Deus. Isto não implica desrespeito por outras religiões ou tradições, mas exige coerência e firmeza naquilo que professamos.
Assim, o cuidado essencial é este: respeitar todas as pessoas e as suas crenças, mas guardar o coração, a fé e a adoração exclusivamente para Deus. Evitemos qualquer forma de sincretismo que comprometa a integridade da fé cristã.
Adoramos a Deus. Veneramos a Virgem Maria e os Santos. Mas não participamos em práticas religiosas que sejam incompatíveis com a fé que professamos.






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