O Sagrado como Objeto:
O ativismo religioso, caracterizado pelo excesso de tarefas eclesiais, frequentemente prejudica a vida espiritual e a verdadeira salvação das almas ao focar no "fazer" em detrimento do "ser" e da oração.
O perigo reside em transformar a fé numa "patologia" de urgência e competição, em vez de um caminho para o descanso e a vida eterna.
Foi dito, realmente:" Felizes os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus".
Consiste no pleno desapego de coração em face de tudo o que é material e usar deles em favor do próximo como se fossem propriedade comum.
Vêmos quão difícil é a prática dessa virtude, pois há pessoas que desejam a riqueza, como se esta fosse a coisa mais importante da vida.
Asseguro-vos que se o verdadeiro DEus fosse amado pelos homens quanto o são as riquezas, o mundo, em curto espaço de tempo, ficaria santo.
Infelizmente, o amor às riquezas apoderou-se não só de seculares, que se esforçam por acumular, como se eterna fosse a vida terrena, mas também dos religiosos que, sob o pretexto, não raro, de alargarem as suas obras, fazem da vida religiosa uma busca ininterrupta dos bens materiais, tão assídua, que olvidam que a vocação é colocar-se ao serviço de Deus, é obedecer aos conselhos evangélicos dAquele que ordenou: "Ide sem algibeira nem sacola". Ainda que esta frase possa interpretar-se em sentido figurado, é, certamente, um convite a amar e praticar a pobreza.
É condenável a obstinação na busca das coisas materiais que , às vezes, embora pareça que se desejam para o bem dos outros, escondem peias do maligno, acariciando o amor próprio e buscando excessivas preocupações materiais e demasiado labor, fazem esquecer o que Nosso Senhor Jesus Cristo na Sua vida mortal: " Uma só coisa é necessária, salvar a alma. Tudo o mais nada vale."








