quarta-feira, 18 de março de 2026

Apostas desportivas




Abri a Betano com coragem e muita fé,
“Hoje o Sporting ganha, juro pela minha fé!”
Oddzinha jeitosa, parecia promoção…
basicamente um convite à minha destruição.

Começa o jogo e eu já a celebrar,
aos 5 minutos… já estou a suar.
Um passe falhado, outro a fugir do pé,
“calma”, digo eu, “isto é só aquecimento… até.”

O avançado isolado… vai marcar, é agora!
Chuta… para o lado. Nem assustou a senhora
que passeava o cão lá fora do estádio,
até o cão olhou tipo: “isto é profissional ou rádio?”

O comentador grita: “quase, que perigo!”
perigo é o meu saldo, a pedir abrigo.
Eu a fazer contas, digno de contabilista:
“se marcar um golo ainda não fico na lista…”

Intervalo chega, eu cheio de fé renovada,
tipo quem cai duas vezes e pede mais pancada.
“Eles vão entrar fortes”, digo com convicção,
entram… e oferecem um golo de mão beijada, que emoção.

No fim, empate triste ou derrota banal,
e eu ali, filósofo, a aceitar o final:
“não foi dinheiro perdido… foi investimento emocional”,
disse eu, enquanto chorava em modo racional.

A Betano manda um “parabéns por jogar!”,
eu respondo: “obrigado… vou ali reavaliar.”
E amanhã? Claro que volto, sem qualquer pudor —
porque ser apostador é ter memória curta… e muito amor.

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