Estando quase a morrer, Santa Jacinta, uma das videntes de Fátima, disse à Madre Superiora que tinha ido visitá-la:
— Madrinha, reze muito pelos pecadores; reze muito pelos padres; reze muito pelos religiosos; reze muito pelos governos.
Os padres devem cuidar do seu ministério eclesiástico.
Os padres têm que ser castos.
A desobediência dos padres e dos religiosos aos seus superiores ofende muito a Deus.
Depois acrescentou:
— Não ame riquezas.
Fuja do luxo.
Seja muito amiga da santa pobreza e do silêncio.
Tenha muita caridade com os maus.
Não fale mal de ninguém e evite quem fala mal dos outros. Tenha muita paciência, pois a paciência nos leva ao Céu.
Mortificação e sacrifícios são muito agradáveis a Deus Nosso Senhor.
Tornaria-me religiosa com prazer, mas gosto mais de ir para o Céu.
Para ser religiosa é necessário ser muito limpa e casta de alma e corpo.
A Madre Superiora perguntou-lhe se ela sabia o que significava ser casto.
Jacinta respondeu:
— Ser limpa de corpo significa guardar a castidade; ser limpa de alma significa ter cuidado para não pecar: não olhar para coisas desonestas; não roubar nem mentir nunca, mas dizer sempre a verdade, mesmo que isso nos custe um sacrifício.
A Superiora perguntou-lhe quem lhe tinha ensinado todas essas coisas. Jacinta respondeu:
- Nossa Senhora me ensinou isso.
Eu Amo a Virgem Maria
Santa Jacinta Marto (1910-1920) foi uma das três crianças videntes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917.
Com apenas 7 anos, juntamente com o seu irmão Francisco e a sua prima Lúcia, presenciou as aparições na Cova da Iria.
Conhecida pela sua entrega espiritual, sacrifício e amor pelos pecadores, foi canonizada em 2017.
Vida e Aparições:
Nasceu em Aljustrel a 11 de março de 1910, sendo a mais nova dos videntes. Viu Nossa Senhora de maio a outubro de 1917.
Mensagem e Espiritualidade:
Jacinta ficou profundamente marcada pela mensagem sobre a oração, a penitência e o Imaculado Coração de Maria.
Diferenciava-se pela sua devoção fervorosa em fazer sacrifícios pela conversão dos pecadores.
Doença e Morte:
Adoeceu com a pneumónica (gripe espanhola) em 1918 e faleceu a 20 de fevereiro de 1920, aos 9 anos, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, após um longo período de sofrimento que aceitou com serenidade.
Canonização:
Foi beatificada em 2000 e canonizada pelo Papa Francisco a 13 de maio de 2017, durante o centenário das aparições, tornando-se, junto com o irmão, um dos santos não-mártires mais jovens da Igreja Católica.
Túmulo:
Está sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima.
Jacinta teve visões adicionais de Nossa Senhora durante a sua doença e é lembrada pela sua dedicação extrema à fé que lhe foi transmitida


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