sábado, 21 de março de 2026

DICAS DE SANTA JACINTA MARTO ANTES DE MORRER



Estando quase a morrer, Santa Jacinta, uma das videntes de Fátima, disse à Madre Superiora que tinha ido visitá-la:

— Madrinha, reze muito pelos pecadores; reze muito pelos padres; reze muito pelos religiosos; reze muito pelos governos.
Os padres devem cuidar do seu ministério eclesiástico.
Os padres têm que ser castos.
A desobediência dos padres e dos religiosos aos seus superiores ofende muito a Deus.

Depois acrescentou:

Não ame riquezas.
Fuja do luxo.
Seja muito amiga da santa pobreza e do silêncio.
Tenha muita caridade com os maus.
Não fale mal de ninguém e evite quem fala mal dos outros. Tenha muita paciência, pois a paciência nos leva ao Céu.
Mortificação e sacrifícios são muito agradáveis a Deus Nosso Senhor.
Tornaria-me religiosa com prazer, mas gosto mais de ir para o Céu.
Para ser religiosa é necessário ser muito limpa e casta de alma e corpo.

A Madre Superiora perguntou-lhe se ela sabia o que significava ser casto.

Jacinta respondeu:

Ser limpa de corpo significa guardar a castidade; ser limpa de alma significa ter cuidado para não pecar: não olhar para coisas desonestas; não roubar nem mentir nunca, mas dizer sempre a verdade, mesmo que isso nos custe um sacrifício.

A Superiora perguntou-lhe quem lhe tinha ensinado todas essas coisas. Jacinta respondeu:
- Nossa Senhora me ensinou isso.

Eu Amo a Virgem Maria





Santa Jacinta Marto (1910-1920) foi uma das três crianças videntes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917.

Com apenas 7 anos, juntamente com o seu irmão Francisco e a sua prima Lúcia, presenciou as aparições na Cova da Iria. 

Conhecida pela sua entrega espiritual, sacrifício e amor pelos pecadores, foi canonizada em 2017.


Vida e Aparições:

Nasceu em Aljustrel a 11 de março de 1910, sendo a mais nova dos videntes. Viu Nossa Senhora de maio a outubro de 1917.

Mensagem e Espiritualidade: 

Jacinta ficou profundamente marcada pela mensagem sobre a oração, a penitência e o Imaculado Coração de Maria.
Diferenciava-se pela sua devoção fervorosa em fazer sacrifícios pela conversão dos pecadores.

Doença e Morte: 

Adoeceu com a pneumónica (gripe espanhola) em 1918 e faleceu a 20 de fevereiro de 1920, aos 9 anos, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, após um longo período de sofrimento que aceitou com serenidade.

Canonização: 

Foi beatificada em 2000 e canonizada pelo Papa Francisco a 13 de maio de 2017, durante o centenário das aparições, tornando-se, junto com o irmão, um dos santos não-mártires mais jovens da Igreja Católica.

Túmulo: 

Está sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima.


Jacinta teve visões adicionais de Nossa Senhora durante a sua doença e é lembrada pela sua dedicação extrema à fé que lhe foi transmitida

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